Universidade
de Brasília – UnB/ Educação a Distância – UAB
Curso:
Licenciatura em Teatro
Tutora: Adni
Rocha
Professora:
Sônia Paiva
Professora
Supervisora: Kaise Helena
Disciplina:
Suportes Cênicos
Aluna:
Edlene Verany Machado
Atividade:
A importância do planejamento na produção cênica.
1º/2015
A
comédia dell’arte significa comédia da habilidade. É uma forma de teatro
popular que apareceu na Itália e se
desenvolve posteriormente na França, surgindo
na segunda metade do séc. XVI atingindo sua maior popularidade no séc. XVII e
chegou até meados do séc. XVIII, quando entrou em declínio. Este gênero teatral
que durou aproximadamente dois séculos e meio, exerceu grande fascínio por
quase toda a Europa e influenciou (como ocorre ainda hoje) diversos atores,
dramaturgos e encenadores: Shakespeare, Molière, Jean–Louis Barrault,
Meyerhold, Jacques Lecoq, Dario Fo, Strehler, Marcelo Moretti, entre outros. Seu
impulso imediato veio do carnaval, com os cortejos mascarados, a sátira social
dos figurinos de seus bufões, as apresentações de números acrobáticos e
pantomimas. As companhias de commedia dell’arte mantinham forte tradição
familiar e a habilidade de improvisação se adequava bem às condições que
encontravam no caminho, suas apresentações eram realizadas nas ruas e praças
públicas. Cada personagem, por sua vez, possuía um repertório próprio que se
recombinava conforme a situação. O chamado improviso, não era, portanto, uma
invenção do momento, mas a liberdade que somente é possível de ser adquirida
pelo ator, através de um treinamento permanente. As performances seguiam um repertório de
situações constantes: adultério, ciúmes, velhice, amor. Esses personagens
englobavam o ancestral do palhaço moderno. As máscaras utilizadas deixavam a
parte inferior do rosto descoberto, permitindo uma dicção perfeita e uma
respiração fácil ao mesmo tempo que proporcionavam o reconhecimento imediato da
personagem pelo público. A máscara na Commedia dell'arte tira do ator
os signos de sua interioridade, transforma-o numa figura toda superfície. Desta
forma, o personagem só existe enquanto desenhado em seus contornos.
Os
personagens da Commedia dell’arte são divididos em três categorias:
·
Zanni: são os personagens de classe
social mais baixa
Arlequim – também
conhecido como Harlequin,
é um palhaço. Acrobata, amoral, glutão.É facilmente reconhecível pela
roupa branca e preta com estampa em forma de diamantes O papel algumas vezes é
substituído pelo Truffeldino, seu filho. Sua máscara possui uma testa baixa com
uma verruga. Algumas vezes, usa um lenço negro sob o queixo e amarrado no alto
da cabeça. Geralmente é o servo do Pantalone, às vezes do Dottore. Ele ama
Colombina, mas ela apenas o faz de idiota. Arlequim, o empregado trapalhão,
ágil e malandro, capaz de colocar o patrão ou a si em situações confusas, que
desencadeavam a comicidade.
Brighella – Um
trapaceiro, de pouca moral e desmerecedor de confiança. É retratado como
agressivo, dissimulado e egoísta. Briguela, um empregado correto e fiel, mas
cínico e astuto, e rival de Arlequim.
Pulcinellha
– outro zanni que já existia do carnaval de Nápoles e passou a fazer parte da
Comédia dell’arte. Sua corcunda e ventre
são proeminentes, sua máscara traz um nariz em forma de bico e sua voz
estridente, lembrando ave.
Columbina – A
contrapartida feminina do Arlecchino. Usualmente retratada como inteligente e
habilidosa. É uma das servas classificada também como uma zanni. Algumas vezes,
utiliza roupas com as mesmas cores do Arlecchino.
·
Servos: serviçais
As criadas,
não usavam máscaras. Elas geralmente ficavam a serviço da enamorada.
Normalmente eram jovens, de espírito rude e sempre prontas a criar intrigas. Outras
vezes eram mais velhas e podiam ser donas de uma taberna, a mulher de um criado
ou objeto de interesse de um velho.
·
Vecchi: representam os de classe social
mais abastada
Capitão –
Forte e imponente, mas não necessariamente heróico, um covarde, geralmente usa
uniforme militar, mas de forma exagerada e desnecessariamente pomposa. Conta
vantagens como guerreiro e conquistador, conta suas proezas de amor em
batalhas, mas acaba desmentido. Capa e espada são adereços obrigatórios.
Dottore – O doutor. Visto
como o homem intelectual, mas geralmente essa impressão é falsa. Ele é o mais
velho e rico dos vecchi. Geralmente, interpretado como um pedante, avarento e
sem o menor sucesso com as mulheres. Usa uma toga preta com gola branca, capuz
preto apertado sob um chapéu preto com as abas largas viradas para cima.
Pantalone,
com sua figura esguia, contrastava e complementava no jogo cênico com a figura
redonda do outro velho, o Dottore, que podia aparecer como amigo ou rival de Pantalone.
Era pedante, normalmente advogado ou médico, falava em dialeto bolonhês
intercalado por palavras ou frases em latim. Gostava de ostentar a sua falsa
erudição, mas era enganado pelos outros por ser extremamente ingênuo. Era um
marido ciumento e geralmente cornudo. Sua máscara era um acento que só marca a
testa e o nariz. Geralmente, muito rico e muito avarento. O arquétipo do velho
pão-duro. Não se preocupa com mais nada além de dinheiro. O cavanhaque
branco e o manto negro sobre o casaco vermelho, possui uma filha casadoira ou é
ele próprio um cortejador tardio. velho fidalgo, avarento e eternamente
enganado.
·
Enamorados: os amantes, que querem se
casar
Os Innamorati são os
amantes eles têm muitos nomes. (Isabella era o nome mais popular usado para a
innamorata). Eles são jovens, virtuosos e perdidamente apaixonados um pelo
outro. Eles usam os trajes mais belos e de acordo com o período e a moda vigente
e nunca usam máscara. Geralmente, cantam, dançam ou recitam poemas. Eram
geralmente representados por homens e mulheres belos e cultos, falavam com
elegância, a enamorada poderia ser cortejada por dois pretendentes, um jovem e
um velho.
Referência Bibliográfica
Disponível em:
Acesso em 20 de maio de 2015.







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