Bom então segue mais uma postagem de outro trabalho da faculdade
Universidade
de Brasília – UnB/ Educação a Distância – UAB
Curso:
Licenciatura em Teatro
Tutora: Adni
Rocha
Professora:
Sônia Paiva
Professora
Supervisora: Kaise Helena
Disciplina:
Suportes Cênicos
Aluna:
Edlene Verany Machado
Atividade:
Máscaras
1º/2015
O uso da máscara como acessório, se confunde
com a evolução de povos e do teatro. Ela é usada ainda hoje em diferentes
manifestações culturais de alguns
povos ou tribos que ainda hoje mantêm suas tradições ritualísticas. A máscara
acompanha a mesma evolução, passando de ritualística para teatral. É
importante ressaltar que o teatro grego era realizado a céu aberto, e para um
público numeroso, as máscaras também portavam grandes perucas, e no local em
que se encaixava a boca havia uma espécie de cone que permitia uma maior
propagação da voz. Essas máscaras eram desproporcionais ao tamanho do corpo
humano, exigindo desta forma redimensionar todo o figurino para acompanhar a
proporção estética. Mas é no Renascimento que a
máscara adquire novas características, primeiro pelas “farsas” apresentadas nos
castelos, onde a nobreza as usava como forma de nivelar os convidados
presentes, fazendo parte do próprio traje, segundo pela retomada do teatro
popular em toda a Europa com a Commédia Dell’Arte. Aqui no Brasil temos como
uma das referências o Grupo Moitará, que desde 1988 vem desenvolvendo
uma pesquisa sobre a dramaturgia do ator, sua arte e sua técnica, com a
linguagem da Máscara Teatral. E este grupo nos trás os seguintes exemplos:
Ø Máscaras larvárias, a metamorfose
corporal: São rostos inacabados, formas simplificadas da figura humana, que
remetem ao primeiro estado dos insetos. Fazem parte do grupo de máscaras
inteiras e silenciosas, que não permitem a voz, mas exprimem a essência da
palavra falada através das ações. Podem ser jogadas tanto pelo lado animal
quanto pelo humano. Têm um jogo largo, normalmente orientado pelo nariz.
Descobertas nos anos 60 no carnaval da Basel, na Suíça, as máscaras larvárias
são formas simplificadas da figura humana: redondas, pontudas, curvas, onde o
nariz tem uma grande importância e dirige toda a face. O trabalho com as
máscaras larvárias “concede” ao ator um caminho da sensibilidade com o parceiro
no jogo e com o espaço em que está inserido.
Ø Máscara Expressiva: São Máscaras
de feições mais elaboradas, com definições de caráter, que traduzem estados de
ânimo. Pertencem à categoria das Máscaras silenciosas, onde a palavra, por sua
vez, está implícita na ação física da personagem. Seu jogo é minucioso e
objetivo, podendo ser enriquecido com a presença da contra-máscara, direção
inversa ao caráter principal da Máscara.
Ø Máscara Neutra: É uma Máscara de
fisionomia simples e simétrica, sem conflitos, que propõe ao ator ampliar todos
os seus sentidos, encontrando a essência das ações e das situações. Através do
silêncio, ela se relaciona com todo o universo presente. A Máscara Neutra não é
um personagem, é um estado que se apóia na calma e na percepção, fontes de vida
para todas as outras Máscaras. Através dela o ator entende o que é um corpo
decidido, presente, vivo dentro de um estado de representação. A máscara neutra
é um grande instrumento para desenvolver o trabalho físico e expressivo do
ator. Por ser uma máscara didática, ela nos possibilita aprofundar e aprimorar
o potencial expressivo do artista, através da ação de um corpo vivo e presente.
Ø Meias – Máscaras: São Máscaras
falantes que cobrem somente a parte superior do rosto. Geralmente representam
"tipos-fixos”, podendo condensar nelas vários personagens. Seu jogo
propõe ao ator encontrar um corpo e uma voz que se ajustem ao propósito do
personagem e da situação, levando o texto para além do cotidiano.
Ø Máscaras Abstratas: São máscaras
inteiras de formas geométricas, sem menção animal ou humano que possibilita ao
ator projetar seu corpo no espaço, a partir das linhas de força da máscara,
criando um jogo com ações amplas, acrobáticas e assimétricas. Com ela, o ator
compreende a relação de tempo e espaço, onde o corpo, imerso numa dinâmica,
desenha imagens precisas, fazendo a geometria viver a serviço da emoção.
Ø Máscaras Tipos Populares: Uma
vertente de pesquisa do Moitará é o trabalho a partir de Máscaras que possam
representar "tipos" populares brasileiros. Os atores vão ao encontro
da fisicalidade e da vocalidade sugeridas pelas Máscaras, delineando suas
características típicas, aprofundando-se no contexto histórico e cultural dos
“personagens-tipos” representados. Para a criação de Máscaras de
"tipos" representativos do universo cultural brasileiro, o Grupo
Moitará vem fazendo alguns paralelos com os tipos-fixos da Commedia Dell'Arte.
Referências Bibliográficas:
Referências
pesquisadas dia 13 de maio de 2015.







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