quarta-feira, 3 de junho de 2015

Bom então segue mais uma postagem de outro trabalho da faculdade
Universidade de Brasília – UnB/ Educação a Distância – UAB
Curso: Licenciatura em Teatro
Tutora: Adni Rocha
Professora: Sônia Paiva
Professora Supervisora: Kaise Helena
Disciplina: Suportes Cênicos
Aluna: Edlene Verany Machado
Atividade: Máscaras
1º/2015
O uso da máscara  como acessório, se confunde com a evolução de povos e do teatro. Ela é usada ainda hoje em diferentes manifestações culturais de alguns povos ou tribos que ainda hoje mantêm suas tradições ritualísticas. A máscara acompanha a mesma evolução, passando de ritualística para teatral. É importante ressaltar que o teatro grego era realizado a céu aberto, e para um público numeroso, as máscaras também portavam grandes perucas, e no local em que se encaixava a boca havia uma espécie de cone que permitia uma maior propagação da voz. Essas máscaras eram desproporcionais ao tamanho do corpo humano, exigindo desta forma redimensionar todo o figurino para acompanhar a proporção estética. Mas é no Renascimento que a máscara adquire novas características, primeiro pelas “farsas” apresentadas nos castelos, onde a nobreza as usava como forma de nivelar os convidados presentes, fazendo parte do próprio traje, segundo pela retomada do teatro popular em toda a Europa com a Commédia Dell’Arte. Aqui no Brasil temos como uma das referências o Grupo Moitará, que desde 1988 vem desenvolvendo uma pesquisa sobre a dramaturgia do ator, sua arte e sua técnica, com a linguagem da Máscara Teatral. E este grupo nos trás os seguintes exemplos:

Ø  Máscaras larvárias, a metamorfose corporal: São rostos inacabados, formas simplificadas da figura humana, que remetem ao primeiro estado dos insetos. Fazem parte do grupo de máscaras inteiras e silenciosas, que não permitem a voz, mas exprimem a essência da palavra falada através das ações. Podem ser jogadas tanto pelo lado animal quanto pelo humano. Têm um jogo largo, normalmente orientado pelo nariz. Descobertas nos anos 60 no carnaval da Basel, na Suíça, as máscaras larvárias são formas simplificadas da figura humana: redondas, pontudas, curvas, onde o nariz tem uma grande importância e dirige toda a face. O trabalho com as máscaras larvárias “concede” ao ator um caminho da sensibilidade com o parceiro no jogo e com o espaço em que está inserido.
                                                   Larval Masks by Herr Zingg (Basel-CH) 

Ø  Máscara Expressiva: São Máscaras de feições mais elaboradas, com definições de caráter, que traduzem estados de ânimo. Pertencem à categoria das Máscaras silenciosas, onde a palavra, por sua vez, está implícita na ação física da personagem. Seu jogo é minucioso e objetivo, podendo ser enriquecido com a presença da contra-máscara, direção inversa ao caráter principal da Máscara.
                                           

Ø  Máscara Neutra: É uma Máscara de fisionomia simples e simétrica, sem conflitos, que propõe ao ator ampliar todos os seus sentidos, encontrando a essência das ações e das situações. Através do silêncio, ela se relaciona com todo o universo presente. A Máscara Neutra não é um personagem, é um estado que se apóia na calma e na percepção, fontes de vida para todas as outras Máscaras. Através dela o ator entende o que é um corpo decidido, presente, vivo dentro de um estado de representação. A máscara neutra é um grande instrumento para desenvolver o trabalho físico e expressivo do ator. Por ser uma máscara didática, ela nos possibilita aprofundar e aprimorar o potencial expressivo do artista, através da ação de um corpo vivo e presente.
                                                    

Ø  Meias – Máscaras: São Máscaras falantes que cobrem somente a parte superior do rosto. Geralmente representam "tipos-fixos”, podendo condensar nelas vários personagens. Seu jogo propõe ao ator encontrar um corpo e uma voz que se ajustem ao propósito do personagem e da situação, levando o texto para além do cotidiano.
                                                           

Ø  Máscaras Abstratas: São máscaras inteiras de formas geométricas, sem menção animal ou humano que possibilita ao ator projetar seu corpo no espaço, a partir das linhas de força da máscara, criando um jogo com ações amplas, acrobáticas e assimétricas. Com ela, o ator compreende a relação de tempo e espaço, onde o corpo, imerso numa dinâmica, desenha imagens precisas, fazendo a geometria viver a serviço da emoção.
                                                                 

Ø  Máscaras Tipos Populares: Uma vertente de pesquisa do Moitará é o trabalho a partir de Máscaras que possam representar "tipos" populares brasileiros. Os atores vão ao encontro da fisicalidade e da vocalidade sugeridas pelas Máscaras, delineando suas características típicas, aprofundando-se no contexto histórico e cultural dos “personagens-tipos” representados. Para a criação de Máscaras de "tipos" representativos do universo cultural brasileiro, o Grupo Moitará vem fazendo alguns paralelos com os tipos-fixos da Commedia Dell'Arte.
                                                       

Referências Bibliográficas:
Referências pesquisadas dia 13 de maio de 2015.


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